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domingo, 29 de novembro de 2009

ANOS DOURADOS 15 - Recordar é viver

ESTA FOTOS, SÃO DEDICADAS AO PESSOAL DA NOSSA QUERIDA REGIÃO SUL DO PAIS, QUE ACOMPANHA O MEU BLOG.

Circuito de Pelotas
Outra visão do circuito de Pelotas

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ANOS DOURADOS 14 - Recordar é viver


4 Horas de Curitiba - Vale tudo ( Simca espremendo um Deka )


Chegada do piloto Nelson Marcilio em uma Três Horas de Interlagos
Carretera do Nelson Marcilio em frente aos antigos boxes de Interlagos

Carretera do lendário Francisco ( Chico ) Landi atravesssado no "S" em Interlagos


Dava gosto de ver, sentado em cima do barranco

Um pega entre a carretara do Vitorio Azalim e um Gordini
( devia ser o Terra Schmit )

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ANOS DOURADOS 13 - Recordar é viver

MIL MILHAS BRASILEIRAS - 1961

Disputa entre duas carreteras. - A carretera que esta mais atrás ( Chevrolet 34 Corvette ) mais tarde seria adquirida pelo piloto Caetano Dominiani.


DKW Vemag, pilotado por Luis Antonio Greco e Juvenal Terra.

Carretera 58 pilotada por Antonio Carlos Avalone e Antoniuo Carlos Aguiar

DKW Vemag de Eduardo Scurachio entrando na antiga curva UM

domingo, 15 de novembro de 2009

ATENDENDO AOS AMIGOS - 05

Aos amigos e em especial, ao A.C. Varanda, segue o clip que finaliza minha pesquisa sobre monopostos no Brasil durante as decadas de 40 a 60 e também muito superficialmente abordando a Argentina e Uruguai.
Desde os tempos em que acompanhava as corridas dos "charutinhos" aqui em São Paulo ( não perdia um treino que houvesse em Interlagos), uma duvida sempre me acompanhou e que até hoje não consegui encontrar uma definição clara e técnica do que é "Mecanica Continental" e do que seria a "Mecanica Nacional". Assim neste contexto de dúvida e falta de uma explicação que fundamentasse esta diferença, a matéria segue sempre considerando os "charutinhos" como carros especiais de corrida da categoria Mecanica Continetal.
obs – Para a elaboração desta matéria e montagem do clip, o autor recorreu às seguintes fontes: site - Bandeira Quadriculada, blog - Saloma do Blog, blog - Nobres do Grid, blog - História que Vivemos, site - Brazilyellowpages, blog - luiscezar, as publicações: Vintage Racing, Automotive Books and Magazines, Circuito da Gávea, Enciclopédia Abril do Automóvel, e ainda fotos do acervo do meu amigo pessoal R.Aguillera.


quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ANOS DOURADOS 12 - As 12 Horas

O ano de 1970, foi um daqueles anos que marcou a minha vida, em razão de muitas "passagens " interessantes que me ocorreram e que ainda me lembro como se fosse hoje.
Passagens que começaram pelo encerramento brusco do estágio que fazia numa determinada multinacional, passando depois pela minha aventura em terras portenhas para realizar o grande sonho de ver uma autentica corrida de carreteras (que já não eram mais aquelas carreteras tipo cupecitas que conhecíamos aqui no Brasil) e esta que agora lhes conto e que é: " uma interessante experiência de ver uma corrida de dentro dos boxes ".
Esta corrida nada mais era do que uma edição das famosas 12 Horas que seria disputada no Autódromo de Interlagos ( atualmente reverenciado como o Templo).
Ainda “vagal” aguardando a chamada para estágio na Ford – Willys ( para fechar as horas práticas que faltavam para conclusão do meu curso), aceitei o convite para ser “um ajudante faz tudo” no boxe de uma das equipes que participariam da corrida, cujo um dos pilotos guardo com carinho e emoção a saudade de sua prematura ausência de nosso convívio. A emoção era muito grande, pois para qualquer lado que eu virasse ou mesmo ia, acabava sempre tropeçando em algum daqueles “ destemidos e velozes cavaleiros ” ( Luisinho, Lian Duarte, Jaime Silva, Ugo Galina, Bird e seu irmão Nilson, Carlos Sgarbi, Ubaldo Lolli, Jan Balder, o próprio Marivaldo e outros) que por ali estavam habitando.
Os carros, eram um outro capítulo. As grandes feras tão esperadas por todos, uma Lola T70 , um Ford GT40 e um Porsche 910, não apareceram devido a triste realidade brasileira da época ( não sei se mudou muito): não conseguiram a tempo pneus apropriados e um acerto adequado dos seus motores. Assim os favoritos passaram a ser o Bino Corcel MKII da equipe da fábrica que eu dali a alguns dias iria iniciar o meu segundo estágio na área de engenharia Mecanica, a Alfa P33 do Marivaldo e a Alfa GTA do Lolli. Correndo por fora ainda tínhamos o Opala dos irmãos Clemente, o Snobs Corvair do Sgarbi e o protótipo FNM do Jaime Silva.
O Bino Corcel MKII que na verdade era um protótipo com o motor inglês FORD Cortina de Formula Ford e cambio Hewland, obteve o primeiro tempo de classificação, ficando em segundo a Alfa GTA do Lolli e surgindo em terceiro o Opala dos irmãos Clementes
Dada a largada tipo “Le Mans”, o Luisinho foi o mais rápido na corrida a pé até o carro, largando na frente e cruzando a primeira volta na liderança. Seguido de perto vinha o Jaime com seu protótipo FNM, o Lolli de GTA e mais espaçados os demais carros entre eles o Puma 1800 do Jan Balder, o belo Snobs do Sgarbi, mais um Puma 1800 do Walter Travaglini, a Alfa P33 do Marivaldo e outros que infelizmente não tenho aqui nas minhas anotações.
Durante a madrugada um forte nevoeiro caiu sobre Interlagos e com ele um grande número de abandonos.
No boxe o trabalho era bem dividido, ficando a carga maior, sob responsabilidade da turma da cronometragem, que ainda utilizava uma prancheta com três cronômetros para marcação de tempo. As paradas por incrível que pareça foram sempre perto do planejado e ai; a bagunça e o corre corre era geral ( muito pouco profissionalismo e muita raça - era o crepúsculo dos anos dourados). Infelizmente meu trabalho não durou muito, pois em decorrência da umidade da pista e dos pneus não apropriados para a P33, o Marivaldo derrapou, batendo o carro de forma violenta. Para nós " fim de corrida" , encerrando ai a nossa participação nestas 12 Horas de Interlagos. Daí para frente passei a ser um previlegiado espectador que pode assistir e viver aa corrida, de dentro dos boxes e viver intensamente todo aquele clima que só pode ser entendido por aqueles que algum um dia dele já participou.
As 12 Horas deste 1970, terminou com a vitória já esperada do Bino Corcel pilotado pelo Luisinho e o Lian A. Duarte, vindo em segundo a Alfa GTA do Lolli e do Campana (esta GTA era da equipe Jolly Gancia ) e em terceiro o bem preparado Opala dos irmão Bird e Nilson Clemente .

este foi o estado que ficou a Alfa P33 do Marivaldo - por milagre para êle nada de muito grave aconteceu, apenas leves escoriações.

aqui um dos momentos em que após uma parada no box o Bino está prestes a recuperar a sua posição de liderança. A frente vem a GTA do Lolli e Campana.

o protótipo Snobs com motor Corvair do Sgarbi ( sexto colocado) seguido pelo Puma 1800 do Walter Travaglini.

o Puma 1800 de Jan Balder que teve como parceiro o piloto Fernando Barbosa. Este Puma chegou em sétimo lugar.

Bandeirada da vitoria para a dupla Luis Pereira Bueno e Lian Abreu Duarte com o protótipo Bino Corcel MarkII

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ANOS DOURADOS 12 - Formula Junior




Nascia em 1961 numa oficina de nome TUBULARTE, lá no bairro do Brás, aqui mesmo em São Paulo, o primeiro carro de corrida nacional na categoria formula - monoposto, ou seja; um carro de corrida decorrente de um projeto estrutural nacional. Até então, tinhamos velhos modelos Grand Prix ( Alfas, Ferraris, Masseratti ) já desativados na Europa, mas que aqui no Brasil, revitalizados com mecanicas mais recentes ( normalmente potentes motores V8 americanos do tipo Corvette e Ford Thunder Edelbrock ) corriam nas mãos de virtuosos e corajosos pilotos nas ditas categorias Mecanica Continental.
Este carro teve toda a sua estrutura ( chassi, suspensão e carroceria ) construida e montada na TUBULARTE. Tinha um motor PORSCHE 1500 cc , que o enquadrava na cartegoria Formula Junior e; " nunca perdeu uma unica corrida na sua categoria ". Acredita o autor deste blog, que os pais desta empreitada deviam ser os Srs. José Gimenez Lopes e Chico Landi.
Esta matéria foi reproduzida com base em recortes de reportagens publicadas na época em revistas de automobilismo (autoesporte e quatro rodas), que compoem o acervo de Hiperfanauto.
Desde já o autor agradece quem tiver mais detalhes e informações sobre este pioneiro projeto, e quiser colaborar com a matéria.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

AUTOMOBILISMO - Anos Dourados 09

P R O T Ó T I P O S - 02
Desde o meu ultimo "post" intitulado AUTOMOBILISMO - Anos Dourados 08, uma duvida com relação a uma foto do prototipo KINKO que tirei no Museu da ULBRA, e que era dado como o carro pilotado por Salvatore Amato, estava me incomodando. Aquele carro da foto não era o mesmo, que eu nos meus tempos de juventude, via na garagem do Sr. Salvatore, nas diversas vezes em que lá passava a passeio com minha 125 cc MONDIAL ou com meu fusquinha 1300 cc, rumo a oficina do preparador Jorge lá na Rua Gaivota. Assim vasculhando a minha "foto-revistateca" encontrei a foto original do carro que ficava na oficina do Sr. Salvatore e ainda algumas informações a mais sobre o mesmo e que abaixo seguem:
Este era o protótipo Amato, que eu realmente via exposto na sua oficina.


Este é o produto final do protótipo construido por Salvatore Amato em 1972. Nesta época, já aposentado das motos, o Sr. Salvatore construiu dois prototipos com motor Chevrolet Opala de 4 cilindros para a Equipe Vicsa. Tal como todos os protótipos da época, este também tinha um chassi tubular com suspensão independente, freios a disco Retsan, caixa de cambio Hewland MK8, carburação (2 duplos) Weber 45 ( o meu fusquinha 1300 cc de estreantes tinha dois Solex-32 ), carroceria de fibra de vidro e rodas 11x13 polegadas na traseira e 8x13 na dianteira.

Em corrida este carro normalmente era pilotado pelo Newton Pereira.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

AUTOMOBILISMO - Anos Dourados 08

P R O T Ó T I P O S
Protótipo do corredor Antonio Marcilio, desenvolvido sobre plataforma Karmam Ghia
Foto tirada pelo autor deste blog, no museu da ULBRA. Diz a placa de identificação que o modelo exposto é um exemplar do protótipo KINKO, que foi muito utilizado nos anos dourados pelo motociclista e piloto Salvatore Amato. Naqueles tempos este protótipo ou uma das suas versões , que conheciamos como protótipo Amato, costumava ficar na porta da sua oficina na Rua Jandira, bairro de Moema em São Paulo - Capital, junto com um bela Ducatti Desmo prateada.

foto 01
foto 02
Protótipo Fitti Porsche nacionalmente conhecido e com muita bibliografia publicada em varios blogs. A particularidade desta fotos é a oportunidade de matar a saudades do grande e saudoso José Carlos Pace ( foto 01 ) e do Rato no seus tempos de jovem (foto 02). Talvez seja muita coincidência, mas na época em que o mesmo foi desenvolvido em Santo Amaro pelos irmãos Fittipaldi, o desenho deste carro ou algo semelhante podia ser visto e apreciado diversas vezes nos cadernos de desenho "do inglês", um dos meus colegas do Curso Técnico de Mecanica do tradicional Colégio Bandeirantes, no bairro do Paraiso em São Paulo. Este "inglês" é hoje o internacionalmente conhecido Ricardo Divila.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

AUTOMOBILISMO - Anos Dourados 06

Renault Gordini ( modelo carretera ) de Equipe Willys, que para evitar punição do Automóvel Club do Brasil (dirigente máximo do automobilismo na época), correu os 1600 Quilometros de Interlagos de 1964 sob a bandeira da revendedora CIPAN. Pilotado pela dupla Emerson Fittipaldi e Pedro Vitor De Lamare, este carro sagrou-se campeão da prova, derrotando carros nacionais ( Simcas e FNM JKs ) e estrangeiros ( carreteras com motor Corvette ) de maior cilindrada e potencia.
Obs - Interlagos era assim; o mato era a arquibancada e a distância da pista era até onde a coragem permitia.
Um dos constantes duelos SIMCA X DKW Belcar

Pega muito comum que acontecia entre as berlinetas Willys Interlagos independentes, mas muito velozes. Este da foto, é um "pega" entre o falecido piloto-jornalista Expedito Marazzi, Waldemir Costa e Pedro Vitor De Lamare.

AUTOMOBILISMO - Anos Dourados 07

Construido em 1965, este foi o primeiro Formula Tres totalmente projetado e construido no Brasil pela Equipe Willys. Estreou oficialmente em corridas, nos 500 Quilometros de Interlagos de 1965. Pilotado por Wilson Fittipaldi Jr., classificou-se em 1o lugar na categoria força livre, derrotando os velozes mecanicas continetal da época ( Ferrari-Corvette. Maserati-Corvette ) com cilindrada quatro vezes maior, e ficando em 2o lugar na classificação geral, atras apenas de uma Simca-Abarth 2000 pilotada por Jaime Silva.
Porsche 910 da Equipe Hollywood, pilotado por Lian Abreu Duarte em uma das provas da SUDAN. Este carro nas mãos de Francisco (Chico) Lameirão chegou em 2o lugar na 12a edição dos Quinhentos Quilometros de Interlagos em 1971, ficando atras somente de um Porsche 908 também da Equipe Hollywood pilotado por Luiz Pereira Bueno.
Karmam Ghia Porsche 2000 da Equipe Dacon, pilotado pelo saudoso José Carlos Pace. Só de lembrar, a emoção que a gente sentia em cada passagem desta fera rugindo como um leão ao encalço dos Alpines da Equipe Willys e Malzonis da Equipe Vemag dá um arrepio na espinha e uma dor no peito pela perda prematura deste grande piloto.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

ATENDENDO UM GRANDE PILOTO

Estas fotos foram tiradas em 1966, durante uma prova do Campeonato Paulista de Automobilismo, onde o piloto Walter Han Jr, conduzindo esta Brasinca 4200GT, sagrou-se vencedor da prova, em que os favoritos eram Emerson Fittipaldi com uma Alfa Rome Zagato e Piero Gancia com sua Alfa Romeo TI Super. Até esta prova, o comportamento do Brasinca em solo molhado era uma grande interrogação para os entendidos da época, e por isso, que o mesmo não era cotado como um dos favoritos.
(fotos de uma publicação da revista AUTOESPORTE, que compoem o acervo deste Blog,)
NOTA - Prezado Walter Han Jr. conforme solicitado, as fots seguem no e-mail indicado.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Próximas postagens

ANOS DOURADOS 05 - GP. Classic Lindoya

PAPER MODEL - Anos 40 ( Parte 03 )

CLASSICOS - Mercedes Benz 03

segunda-feira, 29 de junho de 2009

NO TEMPO DAS CARRETERAS - 05






Para os saudosistas e apreciadores das famosas carreteras ( coupes ford chevrolet, adaptados para corridas originalmente em estradas de terra argentinas e depois para circuitos de rua e autodromos nos estados do sul do Brasil ).
Na Argentina estas carreteras eram também conhecidas por "Cupecitas" e tinham a aparência das fotos acima.
Para quem tiver maior interesse em detalhes das réplicas, ver fotos de outros modelos, verificar no site: "http://www.tc-replicas.com.ar/cat-cupes.html"
fotos recentes de carreteras argentinas ainda em ação nas terras platenses.


OBS - O objetivo desta matéria é o de apenas informar que existem também em outras paragens, interessados em preservar de alguma forma, a memória e imagens dos "anos dourados" do automobilismo, não havendo nenhum vinculo do autor deste blog, com os responsáveis pelo site argentino.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

ANOS DOURADOS - 04






Continuando o capitulo ANOS DOURADOS, seguem novas réplicas em papel de alguns icones do automobilismo nacional dos anos 60, época em que se praticava o automobilismo romantico, por esporte e raça.

Figura 1 - Minha homenagem ao grande piloto, pessôa e amigo Marivaldo Fernandez, cidadão do Guarujá, que faleceu prematuramente no acidente de avião em que também faleceu o saudoso José Carlos Pace (Moco) . réplica do Porsche Carrera, terror dos circuitos do Fundão (Rio de Janeiro) e de Brasilia. Com este Porsche, foi o terceiro colocado nas 12 Horas de Brasilia de 1964 e; réplica do Renault R8 da equipe Greco que Marivaldo fez proezas em uma das corridas do circuito de Petrópolis, tirando o folego de muito K.G PORSCHE, Alpine, Ferrari GTO e outras máquinas da época.
Figura 2 - réplica do Corcel 4 da equipe oficial da FORD ( já extinta a gloriosa equipe WILLYS) que foi pilotado pelo Vitorio Andreata em algumas corridas no sul.
Figura 3 - réplica da Alfa Romeo GTA da equipe GANCIA, que era pilotada pela Graziela Fernandez, uma das unicas representantes do sexo feminino entre os pilotos da época.

ANOS DOURADOS - 05






Figura 1 - réplicas em papel dos carros: Alfa GTA 33 pilotada pela Graziela Fernandez, Corcel 4 da equipe oficial da FORD que foi pilotado por Vitorio Andreatta em provas regionais no rio Grande do Sul e; Renault R8 da equipe Greco pilotado por Marivaldo Ferandez no circuito automobilistico de Petropólis.
Figura 2 - mesmas réplicas em outra perspectiva
Figura 3 - Ford Corcel 4 da equipe oficial da FORD e Renault R8 da equipe Greco

quinta-feira, 16 de abril de 2009

NO TEMPO DAS CARRETERAS - 01

NO TEMPO DAS CARRETERAS – MUITO ANTES DOS ANOS DOURADOS

A origem

As famosas carreteras brasileiras, nasceram no Rio Grande do Sul por volta de 1937 pelas mãos do grande Às do Volante João Caetano Pinto, que foi um dos fundadores da vitoriosa Escuderia Galgos Brancos. Esta escuderia teve entre várias vitórias as seguintes: Raid Montevidéu - Rio de Janeiro (1937), Prova Washington Luiz (1949), Grande Premio Getulio Vargas (1951) e 1ª, 3ª e 4ª Mil Milhas Brasileiras ( 1956/1958/1959 ).
As primeiras carreteras eram oriundas de carros normais de linha sem grandes alterações, mas com o tempo na busca de conseguir maiores velocidades, os carros foram sendo aliviados dos seus para lamas, estofamentos ficando restritos aos chassis e estreitas carrocerias. Finalmente com o surgimento em 1950 de novos motores “V8” Ford e Chevrolet, um novo impulso foi dado originando as “carreteras coupés” que alguns de nós (fanautos e hiperfanautos) tivemos a felicidade de vê las voando no autódromo de Interlagos e em circuitos de rua de cidades do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná e do interior de São Paulo. Já no final dos anos 50, com o surgimento dos motores “V8” Corvette e a maior disponibilidade dos componentes de alta performance Edelbrock para motores Ford, as carreteras atingiram o seu apogeu de desenvolvimento, destancando entre elas: a famosa carretera Chevrolet Corvette 18 do “Lobo do Canindé” - Camilo Cristofaro, a carretera FORD 2, tri campeã das Mil Milhas Brasileiras nas mãso de Aristides Bertuol e Catarino Andreatta, a veloz Chevrolet Corvette 34 de Caetano Daminiani vencedora de várias provas do Campeonato Paulista de Força Livre e a histórica Chevrolet Corvette 50 campeã das Mil Milhas Brasileiras de 1965 nas mãos de Justino de Maio e Vitório Azalim Jr.

O final

A partir de 1966, começava a despontar no cenário nacional carros mais leves e com soluções mecânicas mais modernas quase sempre apoiados ou representando os departamentos de competição das fábricas de automóvel aqui no Brasil ou mesmo carros de marcas esportivas internacionais consagradas oriundos de importação autorizada pelo governo para prática exclusiva de esporte, dando inicio a era dos Anos Dourados e crepúsculo do Tempo das Carreteras.


(fontes: Enciclopédia Abril do Automóvel, livro Automobilismo no Tempo das Carreteras de Luiz F. Andreatta e Paulo Roberto Renner e Arquivo Particular do autor deste blog, contendo Reportagens das Mil Milhas Brasileiras. )

NO TEMPO DAS CARRETERAS - 02